{"id":7350,"date":"2016-08-12T13:07:28","date_gmt":"2016-08-12T13:07:28","guid":{"rendered":"https:\/\/gemaa.iesp.uerj.br\/uncategorized\/a-desigualdade-de-genero-na-justica-brasileira\/"},"modified":"2016-08-12T13:07:28","modified_gmt":"2016-08-12T13:07:28","slug":"a-desigualdade-de-genero-na-justica-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gemaa.iesp.uerj.br\/en\/infographics\/a-desigualdade-de-genero-na-justica-brasileira\/","title":{"rendered":"A Desigualdade de G\u00eanero na Justi\u00e7a Brasileira"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>A desigualdade de g\u00eanero na Justi\u00e7a brasileira<\/strong><strong style=\"font-size: 12.16px; line-height: 15.808px; font-family: Tahoma, Helvetica, Arial, sans-serif;\"><br \/>\n<\/strong><\/h2>\n<p><strong style=\"font-size: 12.16px; line-height: 15.808px; font-family: Tahoma, Helvetica, Arial, sans-serif;\">&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Anna Carolina Venturini e Jo\u00e3o Feres J\u00fanior<\/strong><span style=\"font-size: 12.16px; line-height: 15.808px;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>A pesquisa examina a igualdade de g\u00eanero na carreira da magistratura no per\u00edodo de 1988 a 2015, com foco nos cinco tribunais superiores brasileiros: Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal Militar (STM). Fazemos uma an\u00e1lise dos dados estat\u00edsticos divulgados pelos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio e tamb\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es constantes nos websites dos tribunais superiores quanto \u00e0 sua composi\u00e7\u00e3o no per\u00edodo estudado.<br \/>\nNo Brasil, apesar de representarem uma parcela significativa da popula\u00e7\u00e3o, o n\u00famero de mulheres na carreira pol\u00edtica \u00e9 bastante reduzido. Como nosso levantamento revela, a exclus\u00e3o de mulheres n\u00e3o se limita ao Poder Legislativo e Executivo, se repetindo nas carreiras mais prestigiosas do Poder Judici\u00e1rio.<br \/>\nO acesso aos est\u00e1gios iniciais da carreira de magistrado se d\u00e1 por meio de concurso p\u00fablico. Todavia, a promo\u00e7\u00e3o aos Tribunais Superiores leva em conta crit\u00e9rios de merecimento mas tamb\u00e9m outros fatores pol\u00edticos e corporativos dif\u00edceis de serem diretamente regulados.<br \/>\nDe acordo com dados do Censo do Poder Judici\u00e1rio divulgado pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) em 2014, apenas 35,9% dos magistrados s\u00e3o mulheres, percentual este que diminui ainda mais nos cargos mais altos. Os dados demonstram que no est\u00e1gio inicial da carreira de magistrado (juiz substituto) h\u00e1 uma propor\u00e7\u00e3o de 42,8% de mulheres, que diminui para 36,6% entre ju\u00edzes titulares, 21,5% entre desembargadores e 18,4% entre ministros de tribunais superiores. Portanto, observa-se uma queda linear da participa\u00e7\u00e3o das mulheres \u00e0 medida que se progride na carreira da magistratura.<br \/>\n\u00c9 injustific\u00e1vel que o Brasil conte com um Judici\u00e1rio hegemonicamente masculino. Quest\u00f5es de g\u00eanero important\u00edssimas para a justi\u00e7a, como a viol\u00eancia contra a mulher, os direitos reprodutivos, os direitos trabalhistas, a equidade do reconhecimento do m\u00e9rito etc devem ser apreciadas por profissionais de ambos os g\u00eaneros. Constitui grave injusti\u00e7a a exclus\u00e3o relativa das mulheres de tais decis\u00f5es que lhes dizem respeito diretamente, e de outras que t\u00eam como objeto o bem de toda a sociedade. A ado\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es afirmativas e crit\u00e9rios que visem ampliar a participa\u00e7\u00e3o das mulheres e garantir uma representa\u00e7\u00e3o mais equ\u00e2nime parecem ser as solu\u00e7\u00f5es mais promissoras para come\u00e7armos a resolver esse grave problema que aflige nossa sociedade e suas institui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">&nbsp;<img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-335\" style=\"vertical-align: middle;\" src=\"https:\/\/gemaa.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/images_publicacoes_infograficos_infografico-tribunais-genero-rev.png\" width=\"800\" height=\"2200\" border=\"0\"><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desigualdade de g\u00eanero na Justi\u00e7a brasileira &nbsp; Anna Carolina Venturini e Jo\u00e3o Feres J\u00fanior&nbsp; A pesquisa examina a igualdade de g\u00eanero na carreira da magistratura no per\u00edodo de 1988 a 2015, com foco nos cinco tribunais superiores brasileiros: Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"wds_primary_category":543,"wds_primary_destaque":0,"footnotes":""},"categories":[543],"tags":[554],"destaque":[],"tematica":[528],"class_list":["post-7350","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-infographics","tag-infografico-en","tematica-gender"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"featured_image_urls_v2":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","gs-tiny":"","xl":"","xxl":"","xxxl":"","xxxxl":"","xxxxxl":"","1536x1536":"","2048x2048":""},"post_excerpt_stackable_v2":"<p>A desigualdade de g\u00eanero na Justi\u00e7a brasileira &nbsp; Anna Carolina Venturini e Jo\u00e3o Feres J\u00fanior&nbsp; A pesquisa examina a igualdade de g\u00eanero na carreira da magistratura no per\u00edodo de 1988 a 2015, com foco nos cinco tribunais superiores brasileiros: Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal Militar (STM). 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