{"id":7347,"date":"2016-09-22T15:50:11","date_gmt":"2016-09-22T15:50:11","guid":{"rendered":"https:\/\/gemaa.iesp.uerj.br\/uncategorized\/a-desigualdade-racial-no-judiciario-brasileiro\/"},"modified":"2016-09-22T15:50:11","modified_gmt":"2016-09-22T15:50:11","slug":"a-desigualdade-racial-no-judiciario-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/gemaa.iesp.uerj.br\/en\/infographics\/a-desigualdade-racial-no-judiciario-brasileiro\/","title":{"rendered":"A Desigualdade Racial no Judici\u00e1rio Brasileiro"},"content":{"rendered":"<h2 style=\"text-align: center;\"><strong>A desigualdade racial no Judici\u00e1rio brasileiro<\/strong><strong style=\"font-size: 12.16px; line-height: 15.808px; font-family: Tahoma, Helvetica, Arial, sans-serif;\"><br \/>\n<\/strong><\/h2>\n<p><strong style=\"font-size: 12.16px; line-height: 15.808px; font-family: Tahoma, Helvetica, Arial, sans-serif;\">&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><strong>Anna Carolina Venturini e Jo\u00e3o Feres J\u00fanior<\/strong><span style=\"font-size: 12.16px; line-height: 15.808px;\">&nbsp;<\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>A pesquisa examina a desigualdade racial na carreira da magistratura no per\u00edodo de 1988 a 2015, com foco nos cinco tribunais superiores brasileiros: Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal Militar (STM).<br \/>\nFazemos uma an\u00e1lise dos dados estat\u00edsticos divulgados pelos \u00f3rg\u00e3os do Poder Judici\u00e1rio e tamb\u00e9m de informa\u00e7\u00f5es constantes nos websites dos tribunais superiores quanto aos ministros em exerc\u00edcio a partir de outubro de 1988.<br \/>\nNo Brasil, apesar de representarem uma parcela significativa da popula\u00e7\u00e3o, os negros (pretos e pardos) s\u00e3o severamente subrepresentados na carreira pol\u00edtica. Como nosso levantamento revela, a exclus\u00e3o dos negros n\u00e3o se limita ao Poder Legislativo e ao Executivo, se repetindo no poder judici\u00e1rio em geral, com particular gravidade nas carreiras mais prestigiosas deste poder.<br \/>\nO mais desalentador, do ponto de vista da promo\u00e7\u00e3o da igualdade racial, como mostram os dados do Censo do Poder Judici\u00e1rio divulgado pelo Conselho Nacional de Justi\u00e7a (CNJ) em 2014, \u00e9 que o percentual de magistrados negros n\u00e3o sofreu altera\u00e7\u00e3o significativa no per\u00edodo de 1955 a 2013. Os dados demonstram que, em 2013, havia 14,2% pardos e 1,4% pretos. Tal percentual n\u00e3o se aproxima da propor\u00e7\u00e3o desses grupos na sociedade (43,13% de pardos e 7,61% de pretos). Os Tribunais Superiores s\u00e3o compostos majoritariamente por brancos (89,9%), havendo baixos percentuais de pretos (1,3%) e pardos (7,6%).<br \/>\nEm junho de 2015, o CNJ aprovou uma resolu\u00e7\u00e3o que determina que os tribunais do pa\u00eds reservem, no m\u00ednimo, 20% das vagas dos concursos de servidores e magistrados para negros. Apesar do acesso inicial \u00e0 carreira de magistrado ser realizada mediante concurso p\u00fablico, a promo\u00e7\u00e3o aos Tribunais Superiores leva em conta crit\u00e9rios de merecimento, mas tamb\u00e9m outros fatores pol\u00edticos e corporativos dif\u00edceis de serem diretamente regulados. A ado\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es afirmativas e crit\u00e9rios que visem ampliar a participa\u00e7\u00e3o dos negros e garantir uma representa\u00e7\u00e3o mais equ\u00e2nime em todos os n\u00edveis da carreira judici\u00e1ria parecem ser as solu\u00e7\u00f5es mais promissoras para come\u00e7armos a resolver esse grave problema.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-339\" style=\"vertical-align: middle; border: 0;\" src=\"https:\/\/gemaa.iesp.uerj.br\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/images_publicacoes_infograficos_infogr-rc%20e%20jud.png\" width=\"800\" height=\"2200\" border=\"0\"><\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A desigualdade racial no Judici\u00e1rio brasileiro &nbsp; Anna Carolina Venturini e Jo\u00e3o Feres J\u00fanior&nbsp; A pesquisa examina a desigualdade racial na carreira da magistratura no per\u00edodo de 1988 a 2015, com foco nos cinco tribunais superiores brasileiros: Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":12,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_acf_changed":false,"wds_primary_category":543,"wds_primary_destaque":0,"footnotes":""},"categories":[543],"tags":[554],"destaque":[],"tematica":[526,529],"class_list":["post-7347","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-infographics","tag-infografico-en","tematica-inequalities","tematica-race"],"blocksy_meta":{"styles_descriptor":{"styles":{"desktop":"","tablet":"","mobile":""},"google_fonts":[],"version":6}},"featured_image_urls_v2":{"full":"","thumbnail":"","medium":"","medium_large":"","large":"","gs-tiny":"","xl":"","xxl":"","xxxl":"","xxxxl":"","xxxxxl":"","1536x1536":"","2048x2048":""},"post_excerpt_stackable_v2":"<p>A desigualdade racial no Judici\u00e1rio brasileiro &nbsp; Anna Carolina Venturini e Jo\u00e3o Feres J\u00fanior&nbsp; A pesquisa examina a desigualdade racial na carreira da magistratura no per\u00edodo de 1988 a 2015, com foco nos cinco tribunais superiores brasileiros: Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justi\u00e7a (STJ), Tribunal Superior do Trabalho (TST), Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e Superior Tribunal Militar (STM). 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